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Mademoiselle Cochon

Uma mente perturbada?

 

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sábado, 21 de janeiro de 2012

Por que isso ainda me incomoda? Por quê?

É como uma lembrança que se alimenta com o tempo. Cada vez mais o tempo passa e eu penso que essas memórias nunca deixarão de ser meras recordações... E por que isso me machuca tanto? Por que não consigo ver a vida passar sem olhar para trás e sentir, de certa forma, culpa, medo, tristeza, vontade de voltar no tempo? A ansiedade consome as minhas entranhas a tal ponto que quero me recolher, me envolver em meus próprios braços e esquecer de que estou ali, de que há coisas a fazer, de que há vida para viver. Malditas lembranças que quanto mais se empoeiram mais me dão vontade de desenterrá-las.

Quer dizer que se tudo fosse como antes eu estaria feliz? Ou isso é puro egoísmo de nunca me satisfazer com o que eu possuo? Talvez eu não preste atenção nas coisas ao meu redor, talvez eu não tenha chegado onde eu quero, talvez, talvez... O futuro nunca me pareceu tão vazio. E desta vez não são pensamentos baseados em sentimentos descontrolados... Desta vez as coisas viraram um novelo de problemas "adultos" e "reais"... E eu não sei mais como proceder.

Here is a lullaby to close your eyes... goodbye
It was always you that I despise
I don't feel enough for you to cry... oh my
Here's a lullaby to close your eyes.

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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Fenix, Ressurgindo das Cinzas


Estacione aquele carro, largue aquele telefone, durma no chao, sonhe sobre mim...
Agora que você se foi
eu estou com maquiagem no rosto
e você não vai voltar.
(Athemes for a seven year old girl)

Todos os sentimentos que nunca mais haviam sido visitados, agora me atordoam como costumavam. Naqueles dias de inusitada angustia, de doentia ansiedade... pensei que já haviam sido superados como uma fase da imatura adolescência. Não é difícil se enganar, cometer os mesmos erros. Mas um baque depois de tanto tempo é tão impactante que até constrange. Por um momento não soube como reagir, como se nunca houvesse sentido algo assim, mesmo tendo mais experiência do que o necessário.

Se eu não tivesse te conhecido estaria bem, na minha. Mas agora meu suprimento se esgotou.
Você cravou minha felicidade.
Quando você me fez sentir prazer eu o via sorrir, mas agora eu sinto seu estresse.
Quem tem tempo pra lágrimas?
Até agora.
É, eu sinto seu estresse.
(You're not here - Melissa Wiliamson)

Mas resta apenas dançar sozinha, de novo. Mesmo querendo alguém para dançar comigo, sempre haverá uma forma de saciar esse desejo: seja afogando-o com egoísmo, seja o deixando afogar. O aperto que sinto é só a prova de que ainda consigo sentir-me viva .Uma forma de meu corpo lembrar-me da minha bitolada existência sentimental. Apenas um beliscão para reanimar o músculo cansado que descansava em meu peito.
Não que eu não ligue para a tristeza de outrem, mas sei muito bem -agora focando no meu corpo racional- que nada disso significava qualquer coisa, nem pra mim, nem pra você. Não o suficiente para gerar lágrimas sinceras. Apenas estamos escondendo nossas forcas por detrás de nossa triste ingenuidade.

Só resta para essa ovelha negra que ela volte para casa e se recupere da aventura.

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Estive pensando...
... e pensando em você, sabe-se lá o porquê.
Até que me falaram de você, fofocas à parte, e isso me fez pensar em várias outras coisas, mas tenho certeza que não é por isso. Simplesmente esteve em minha mente, e deu saudade, vontade de te ver e de saber como anda a vida.
Desculpe por aquele dia que passei sem notá-lo, mas sempre que passo por alí evito olhar muito para os lados, não quero que pense que o procuro. Não saberia com que cara lhe olhar, que palavras falar, muito menos o que faria depois de dizer adeus. Como já fizemos tantas outras vezes, mas mesmo assim não me acostumo, não consigo reagir de forma muito racional. Ou é muito triste, ou é muito confuso, ou é simplesmente irritante!
Penso também em lhe perguntar várias coisas. Coisas que nunca havia pensado em perguntar antes, coisas que poderiam ser úteis para mim. Talvez se a sua amizade ainda persistisse eu não me sentiria tão sozinha enquanto penso que não tenho muitos amigos, que não tenho muitas pessoas que me façam sentir vontade de viver. Mas penso que valho a pena e sigo em frente, sem tentar fazer com que você seja uma dessas pessoas, tentar "saciar" minha carência como sempre foi -mais ou menos- o que fiz.
Aquela famosa necessidade de alguém do meu lado, me dando colo, lemabra-se disso?

Estava a ver fotos que me deram aquela sensação de calor quando a nostalgia vem à tona.

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terça-feira, 23 de março de 2010

Romance?
Daquele romance de flores, troca de olhares tímidos, pique-niques num fim de tarde, como fomos parar nesta pegação sem começo nem fim, sem sentido de ir e vir. Morto em sentimento. Como podemos ter regredido ao ponto de matar o romance, de deixar suicidar os sentimentos. Hoje em dia o garanhão FILHO DA PUTA que usa de traição com suas namoradas é apenas mais um entre a maioria que podemos encontrar em qualquer canto de esquina, e que até ajudamos sem saber nas famosas baladas onde a "pegação" rola solta. Eu como mulher, romântica, orgulhosa com amor próprio vomito só no pensamento de entrar numa vida onde haja esse tipo de relacionamento, que nem relacionamento é, é como ir dormir no sofá e acordar de um sonho enrolado, pouco lúcido e depravado. Se me acham de pensamento antigo, nasci assim, acho difícil mudar, então se quiser um bom bate boca, venha com argumentos bem fixos, pra conseguir aguentar a metralhadora que te aguarda. Para trocar a sensação da muher mais linda do mundo, de ser BEM tratada, respeitada, admirada e desejada por uma sensação de ser mais uma na lista de um desconhecido, nem a bebida me faz entender isso. Chamo isso de mulher burra - não só mulher, mas não nasci com os equipamentos certos para pôr-me no lugar de um homem -, sem amor próprio ou vagabunda. Tentar sair destas três conotações é difícil, para mim. Nem bebida, nem depressão me convencem do contrário. Até acredito em mulher fraca, porque não consigo entender o que não sou, torna-se uma questão de crédulo, o que é muito subjetivo.
Perdi-me no raciocínio. (risos)

"Kiss him, stay with him tonight. But I bet he won't ever love you. He won't even care about you"
OBS: Eu sei que a revolução feminista também levou-nos a muitos bons ganhos. Critico da forma que homem trata as mulheres e a forma que as próprias se deixam tratar.

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