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Mademoiselle Cochon
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Faz tempo que não posto...
É de praxe escutar homens (ou até mesmo mulheres) falando: Mulher se arruma para outras mulheres! Essa imagem de que mulheres são invejosas, vingativas, corrompidas é, além de sem qualquer sentido, uma visão ultrapassada. Com tantos avanços dos direitos femininos pelo mundo e discussões abertas sobre assunto nas mais variadas formas de mídia, choca-me suficientemente que eu ainda escute essa frase com certa naturalidade, como se até mesmo o inconsciente feminino, por mais autônoma que a mulher seja, aceitasse esse tipo de afirmação tal qual a óbvia diferença física entre os sexos. Não nego, é claro, que haja mulheres que se vistam para competir umas com as outras, que nelas haja essa necessidade de superioridade sobre suas “rivais”... Mas admitir isso como uma verdade universal é, desculpem-me quem ainda tem esse pensamento, estupidez da mais braba. Sinto muito se fui a primeira a informar, mas, as mulheres também pensam por si próprias. Já foi o tempo de que a mulher sentava ao lado de seu marido e consentia a cada palavra que lhe era proclamada. Aquela noiva de barganha, prendada e toda feita para casar não é mais o que se encontra na maioria dos lares e, olha só, elas podem optar, ou não, por querer fazer parte desse concurso de beleza eterno com o mundo. Há também algumas mulheres que afirmam o contrário: Mulheres se vestem para os homens. Mas mais uma vez essas mesmas mulheres esquecem que a realidade de umas não é a realidade de todas... é uma visão tão generalizada quanto a de que “mulher se arruma para outras mulheres”. Cabe a própria mulher decidir se embelezar para quem quer que seja e padrões de comportamento não definem as escolhas de todas as pessoas. Eu ousaria dizer até que hoje em dia esse padrão tornou-se mais um “guia” do que uma regra. Por mais difícil que seja traçar caminhos diferentes dos “ditados pela sociedade”, há sempre como encontrar refúgio entre pessoas que compartilham a mesma opinião, ou são tolerantes às opiniões divergentes. Por muito tempo eu fiquei procurando o “para quem me embelezar”... Calculava quais elogios eu mais apreciava, quais dicas eu mais levava em consideração e a quem mais eu queria agradar. Sofri várias vezes com críticas que me fizeram querer mudar de rosto, de cor, de corpo... Mas no fim eu percebi que mesmo com maus olhares, mesmo com críticas que eram claramente ofensivas, a opinião que eu coloco e sempre coloquei em primeiro lugar era a minha própria. O motivo pelo qual eu usava tal tipo de roupa naquele momento era pelo o simples fato de eu estar afim de me vestir assim. Se eu queria jogar pro alto a maquiagem, o vestido e a sapatilha, bem o fazia. Se queria me produzir, me enfeitar, era para que eu pudesse olhar no espelho e ver o que eu gostava em mim mesma ainda mais visíveis... Ao me sentir bem com a minha aparência sentia-me confiante, o que tornava aos outro também me acharem mais atraente. Por isso se tem algo que eu gostaria de mostrar para as mulheres que levam a risca dicas de moda, que não podem ser vistas sem maquiagem, que gastam o dinheiro que não tem em roupas de alta qualidade para remodelar as imperfeições do corpo... Não é porque vocês estão produzidas que se tornaram mais bonitas. NÃO É porque vocês tem roupa de marca, e 2mm de cintura a menos que as pessoas ao seu redor as vêem mais atraentes... o que difere tanto entre você antes e depois da produção mais do que tudo, é sua postura, é sua auto confiança... não há nada no mundo que faça uma mulher mais linda do que a auto aceitação, do que amar a si mesmo. Marcadores: humanos, novo, revolução feminista, sobre
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Postado por saumensch -
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terça-feira, 13 de julho de 2010
The City Of Evil
Uma cidade onde tudo que "vive" é duvidoso, até mesmo aqueles com o aspecto humano apresentável continuam sendo de certa desconfiança. Pois assim que entram, mesmo que inocentemente, as pessoas se encontram com eles, vivem como eles, enfrentam os mesmos problemas que eles - também os enfrentam. Logo tornar-se-ão um deles. Suas ações e palavras serão trocadas pelo simples desejo incessante de manter-se vivo, afundando-se cada vez mais numa insanidade divergente da loucura instintiva pela vida. Os sentidos deixam o animalesco e tornam-se grotescos. O ódio é incondicional e imutável. A tragédia transforma a vítima em agressor, não restando mais humanidade, que dirá civilidade. A mente de uma criança, porém, é intocada, frágil, inerte ao que é apresentado ao seu redor. Disprovidas da malícia adulta, da ganância genética, estas não são atingidas nem por eles, nem pela atmosfera do submundo, fazendo delas sobreviventes da cidade devorada pelo "mau". A cidade mantem-se da inocência dessas crianças que vagam sem compreender o vazio e a solidão que lhes é tragado constantemente. São elas que evitam este plano de se sobrepujar ao mundo em que vivemos, de propagar-se o "mau" que nele está contido. Por esta cidade já se passaram várias personagens, com seus motivos e suas segundas intenções. Nenhuma, à princípio, era de tendência violenta, mas se vêem obrigados a enfrentar os inimigos e acabam por perder a sensibilidade, por exemplo, de esboçar algum choque ao encontrar um cadáver morto estirado no chão. Estes "pseudo-heróis" tornam-se ao final de cada estoria mais um deles. Não contando fatores físicos, pois eles são criaturas grotescas em geral, mas sim na perda do seu caráter e sanidade.
Exemplos de personagens: Eles: Os monstros. Lisa, que aparentemente possúi completa sanidade, sendo vítima do submundo, mas logo torna-se "just like them" e é deixada por Harry. Crianças: Acho que a que mais demonstra o que tentei passar é a Laura, que apesar de ser bem "sapéquinha" deixa claramente que não vê perigo na cidade, conseguindo passear tranquilamente pelas ruas. Pseudo-Heróis: Qualquer protagonista. Heather que tem a intenções vingativas. James que -dependendo do seu final- enlouquece com a morte da esposa e comete suicídio.
Silent HillMarcadores: about, crianças, humanos, silent hill, sobre
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Postado por saumensch -
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terça-feira, 2 de junho de 2009
Se Joga!!!
É tão fácil julgar. É tão fácil apontar um culpado. Mesmo quando em grupo, há sempre aquele que toma como suporte do restante, para que o erro não seja mais considerado do todo, mas sim aquele em que foi posta uma confiança superior. E é muito fácil achar a quem culpar, não precisamos ir muito longe, encontramos a nós mesmo sendo usados e usando de suporte para ou por. Não que aquele seja uma vítima, não que aquele seja um coitado apontado no meio da multidão, este também obtem sua parcela de culpa, porém sem qualquer direito de questionamento, pois é silenciado por argumentos mais fortes, unidos pelo grupo. E logo se cala até mesmo pela remediação, e não quer mais auto-criticar-se ... e aí volta a ser julgado, pois não viu seus erros, não os admite. Mas quem não os admitiu em primeiro lugar? A fim de suprir nosso ego e superioridade como seres humanos, escolhemos um membro fraco da alcateia para servir-no, caso falte a carne do alce para nos suprir. Animalescos como somos, todos estamos sujeitos à carnificina, ao canibalismo, ao cruel e porque não, crucial. Aquele que é apontado como culpado, que torna-se vítima, que absten-se da culpa, que já não vê meios para os fins; Apenas fins. E é assim que começa, numa sala de aula, escolhendo o solitário para ser castigado e carregando toda culpa... qual a diferença destes seres humanos para os políticos, para os donos de escravos? O que são eles se não exatamente isso? E quem tem a maior parcela da culpa? Alguns nasceram inoscentes, mas outros não. Como saber diferenciar? É por isso que há todos estes canalhas soltos por aí. E é por isso que há tantos inoscentes morrendo em vão. E é por isso que continuamos escrevendo essas coisas. E é por isso que somos humanos.Marcadores: desabafo, humanos, kill us all
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Postado por saumensch -
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